4 motivos que podem estar boicotando a sua dieta

Às vezes, seguir a dieta à risca não basta. Saiba quais fatores podem estar prejudicando o seu emagrecimento

 (Jacob Ammentorp Lund/Thinkstock/Getty Images)

A expressão “magra de ruim“ nunca esteve tão por fora e errada como agora. Isso porque cientistas descobriram que pessoas com dificuldade para engordarcarregam uma alteração genética que silencia o apetite — e de quebra ainda diminui as chances do aparecimento de doenças cardíacas ou diabetes. O estudo, divulgado no começo da semana, é da Universidade de Medicina de Cambridge, na Inglaterra, e baseou-se nos DNAs de pessoas cadastradas no Reino Unido Biobank, um banco de dados genéticos que armazena informações de mais de meio milhão de pessoas, com idades que variam entre 40 e 69 anos.

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A pesquisa foi inspirada por outra descoberta científica, de autoria do pesquisador e professor de Cambridge Sadaf Farooqi. De acordo com o estudo, um outro gene, o MC4R, possui mutações nas pessoas com maiores tendências a serem obesas. E pelo motivo contrário das magras em excesso: a deformação no gene não permite que o cérebro entenda a saciedade, deixando aquela sensação de fome mesmo depois de comer.

Tudo bem, já sabemos que a hereditariedade pode sim influenciar no processo de perda dos quilinhos a mais. Mas será que existem outros empecilhos que dificultam o emagrecimento — e que não estão relacionados somente com a alimentação? Conversamos com três especialistas para descobrir:

Hormônios desregulados

Sim, as substâncias químicas fabricadas pelo nosso corpo têm relação direta com a balança, e precisam estar reguladinhas no organismo para a dieta fazer efeito. “Os hormônios precisam ser equilibrados, desde os produzidos pelo ovário até os fabricados pelo pâncreas“, explica a médica endocrinologista Maria Fernanda Barca, de São Paulo. “Os principais para o emagrecimento são a insulina, o glucagon, a testosterona, o estrogênio, a prolactina, o cortisol e o hormônio do crescimento“, acrescenta.  

A testosterona e o estrogênio, sintetizados pelos ovários, são os grandes aliados da vez. “Eles são importantes para a aceleração do metabolismo e na síntese proteica (formação de massa muscular)“. diz o médico endocrinologista Guilherme Renke, sócio da Clínica Nutrindo Ideias, em São Paulo e no Rio. E já sabe: mais músculos, mais queima de calorias!

Outro importante amigo da redução do ponteiro da balança é o GH, ou hormônio do crescimento. Quando bem equilibrado no organismo, promove o crescimento muscular e consequentemente uma maior queima calórica em adultos. Contudo, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo descobriu que ele também atua no cérebro para conservar energia durante a perda de peso. Então, quando em quantidades muito altas, pode atrapalhar o processo de redução de medidas.

Por último, mas não menos importante, é a T3, substância fabricada pela tireoide. “O hormônio da tireoide auxilia a queima calórica. Quando em falta no organismo (o chamado hipotireoidismo), o metabolismo fica mais lento“, explica Maria Fernanda Barca

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